Encerramento da segunda edição da Oficina sobre IST, HIV/Aids e Hepatites Virais acontece na Arena da Amazônia

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Encerramento da segunda edição da Oficina sobre IST, HIV/Aids e Hepatites Virais acontece na Arena da Amazônia

Após três dias de oficina na Arena da Amazônia, o Ministério da Saúde (MS) encerrou, na tarde desta sexta-feira (13/07), a oficina sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), HIV/Aids e Hepatites Virais para Trabalhadores da Saúde que atuam com usuários de álcool e outras drogas, moradores de rua e pessoas que usam silicone industrial e hormônios. A equipe de reportagem do Vanguarda Amazonense acompanhou o final da ação, cujo objetivo foi debater com profissionais da saúde e entidades não-governamentais a situação dessas pessoas no Estado, elaborando uma agenda de ações que deverão ser feitas nos próximos meses.

Conforme a diretora do Departamento das ISTs, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, o MS tem como uma das partes de prevenção combinada pessoas que usam drogas lícitas, como o álcool, e demais drogas. “Estes são temas transversais que abrangem várias populações. Nós trouxemos nossa equipe justamente para criar uma agenda com os profissionais da saúde e ONGs para que tenham um cronograma específico para este público, além de esclarecer pontos importantes para o público que participou”, disse Benzaken.

Ainda de acordo com Adele, o silicone industrial, por exemplo, causa contaminação nas pessoas pelo uso de materiais não esterilizados. Outro item importante é a popuplação trans, considerada um público que precisa de atenção por conta da prevalência de sífilis e HIV nas estatísticas. “Então essa oficina, com a participação de diversas entidades, contribui para que a prevenção combinada seja uma parte das ações, porque tratar apenas o alcoolismo não é suficiente”, concluiu a diretora.

Para a presidente da Associação de Redução de Danos do Amazonas (Ardam), Evalcilene Santos, os serviços ofertados na rede de saúde não são suficientes por falta de preparo e acolhimento dos profissionais e, por conta disso, as pessoas se infectam. “Por isso, houve a necessidade de trazer para Manaus esta oficina para que pudessem fazer levantamento do porquê de não tá dando acesso à população. Chegamos à conclusão de que os profissionais não estão qualificados, ainda tem preconceito, faltando acolhimento”, disse, ao ressaltar que os atendimentos deverão ser feitos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e atendimento em clínicas especializadas.

O encontro

A oficina contou com a colaboração das Secretarias de Estado de Cultura (SEC), de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), de Justiça (Sejusc), de Saúde (Susam), Ministério da Saúde e de Ongs. Foram ministradas palestras por técnicos do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde. O encontro visou instruir os trabalhadores da área a terem uma nova abordagem em relação à Redução de Danos (RD).

O Secretário de Estado de Juventude, Esporte e Lazer – Manoel Almeida – esteve presente no encerramento e destacou que o Governo do Amazonas tem feito a sua parte. “Este diálogo é com as pessoas que tratam da saúde pública, compreendendo que há um contingente expressivo de jovens entre 15 e 29 anos, que estão vulneráveis à dependência química. Nós temos que entender a transversalidade de tratar de todos os assuntos importantes para a sociedade, como fizemos nestes três dias de encontro. Foi de suma importância para a população e profissionais, uma vez que trata não somente de drogas, mas das IST, HIV/Aids e Hepatites Virais”, falou Almeida.

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